Você é viciado em trabalho?

via O Buteco da Net de ONEberto em 27/07/10

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Você já comprometeu praticamente todo o seu dia útil para o trabalho e não se imagina longe das tarefas profissionais? Você pode ter se tornado um workaholic.

Para quem não sabe, workaholic é a expressão que ilustra uma pessoa que é viciada em trabalho. Normalmente, são pessoas que têm medo de fracassar e tornam-se viciados na busca pelos resultados.

Confira a seguir, cinco fases que provam que você é viciado por trabalho.

workaholic1.jpg1. Você é o primeiro a chegar na segunda-feira e o último a sair na sexta-feira
Você acha que as tarefas exigem que você chegue cedo no trabalho e vá mais tarde para casa, assim você trabalha horas sem parar. Mesmo nos seus dias de folga, você está colado no celular, checando seus e-mails. Neste ponto, você está virando potencialmente a linha entre o otimismo e a ilusão. Os únicos eventos que te livram do trabalho são casamentos e formaturas.
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workaholic2.jpg2. Você não precisa mais manter contato com amigos e/ou tem uma vida pessoal conturbada
Nesta fase, muita gente já conseguiu atender aos principais marcos da vida, mas agora vive dando desculpas criativas para ausentar-se dos compromissos pessoais. Às vezes você até gostaria de estar lá, mas não consegue fazê-lo, porque há “muito trabalho a ser feito”. Sua crença diz que o trabalho tem primazia sobre seus relacionamentos e o tempo de lazer pode representar o fosso entre os dois. É bom lembrar que suas relações pessoais precisam do mesmo cuidado e atenção que você dedica à sua vida profissional.
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workaholic3.jpg3. Você só participa de eventos para conhecimento profissional, jantares com clientes e conferências
Mesmo que sua vida seja consumida pelo trabalho, isso não significa que você não tenha tempo para conhecer outras pessoas. Em vez disso, você substitui a sua vida social por eventos para conhecimento profissional, levando clientes a jantares e almoços comerciais.
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workaholic4.jpg4. Seus amigos e familiares aprenderam a parar de esperar por você
Você é tão preocupado com sua vida profissional que as ausências e desculpas frequentes acabam tocando os familiares e amigos. Em vez de se decepcionar com sua ausência, seus amigos param de convidá-lo para eventos sociais. Nem mesmo um dia de gripe consegue afastá-lo das tarefas profissionais e faz com que você compareça a um evento familiar.
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workaholic5.jpg5. Seu bebê está chamando a babá de “mamãe”
Se você é mulher e as quatro etapas anteriores se cumpriram, seu bebê a esta altura deve estar chamando a babá de “mamãe”. Você não é a dona da casa, até seu cão só obedece a babá. Neste ponto, você deve reavaliar as suas prioridades e tirar umas férias para ver o que você espera da sua vida.
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Tente reposicionar seus objetivos para trabalhar com mais inteligência. Pode não parecer que você está trabalhando demais, mas depois de vários anos a sua produtividade provavelmente diminuirá.

Adaptação Divine Caroline

Quase 40% das empresas querem aumentar o salário variável dos profissionais

O estudo do Hay Group aponta que para 61% das companhias essa é uma forma de alinhar o trabalho dos profissionais à performance das organizações

Redação CIO Brasil

Publicada em 27 de julho de 2010 às 08h00

Um levantamento realizado com 1,3 mil empresas em 80 países aponta que 39% delas têm planos de aumentar a porcentagem do salário variável dentro da remuneração total dos funcionários. O principal objetivo desse movimento, aponta o estudo realizado pela consultoria em recrutamento Hay Group, é estimular os profissionais a serem mais produtivos e, como consequência, contribuir para um crescimento dos resultados totais das organizações.

Para 61% das companhias consultadas, o grande responsável por esse enfoque no salário variável é um melhor alinhamento entre o trabalho dos profissionais e a performance da corporação. Na sequência, com quase 40% das respostas, aparece a necessidade de melhorar os resultados dos departamentos ou das equipes.

Um dos desafios para as organizações em mudar as políticas de remuneração será garantir o entendimento dos funcionários. Isso porque, só 58% das companhias que responderam ao levantamento do Hay Group afirmaram que as regras de pagamento variável são entendidas por todos os funcionários e, pior, uma parcela de 76% acredita que os modelos não são comunicados de forma eficiente pelos gestores.

Quanto aos indicadores utilizados para calcular o salário variável, 51% dos entrevistados informaram que, depois da crise, passaram a dar mais ênfase em métricas financeiras – como receita, lucro e vendas – para definir os valores.

Comentário do Blog:

No Brasil é lei e está bem difundida a cultura de “equiparação salarial”, ao passo que todos os que se desempenham bem em uma função tendem a virar “chefe” ou líder. Não concordo com isso porque nem sempre o bom profissional tem skills de líder, o que faz com que um profissional competente permaneça com o mesmo salário por equiparação, ou seja, define-se um valor justo para todos e todos ganham a mesma coisa, pela média. Isso impede que o bom profissional “corra atrás do seu”.

E você, concorda com o salário variável? Por quê?

Utopia x Realidade, em TI

Eu sou profissional de TI, desde 2003. Para isso, estudei colégio técnico e fiz uma universidade para poucos.

Mensalidade, R$ 800, numa faculdade não tão bem conceituada assim. Porém, de 200 alunos que entraram, apenas 10 saíram ilesos, sem nenhuma dependência. Diploma ali, na mão, logo após a universidade. Poucos, muito poucos. Até os muito bons deram algumas derrapadas no decorrer do curso.

Eu me safei. Saí entre os dez, voltando à universidade apenas para buscar o meu diploma. Não foi nada fácil, abri mão de alguns anos da minha vida social para poder sair, dessa maneira, da universidade. Às vezes me arrependo, mas me orgulho.
Boa aluna, participei de pesquisas e fiz um bom trabalho de conclusão de curso. Trabalho este que julgo digno de uma pessoa apaixonada pelo que faz.

Alunos de TI, nerds de nascença, zoados por esporte. Dos outros. Achei que um dia seria recompensada por isso.

Na vida profissional, batalhei muito, mas não acho que tive tanto sucesso. Não o sucesso que achei que conquistaria depois de tanto trabalho árduo. Quatro anos de Colégio, mais quatro de faculdade, muita dedicação.

Hoje percebo que todo mundo quer ser nerd, tá na moda ser geek. A recompensa dos geeks é boa, dizem. Vejo muita gente querendo trabalhar com TI.

Como a maioria das pessoas entra na área por indicação, quem não tem indicação de ninguém (nunca colou de nenhum nerd) força a barra, oferecendo o mesmo serviço pela metade do preço, às vezes até menos que isso. E vemos nossos salários caírem.

Nós que trabalhamos por paixão, nos dedicamos por amor à criação de soluções, temos que enfrentar o mercado junto com os mercenários, facilmente identificados por serem aqueles que pronunciam “Pagando bem, que mal tem”. Os prostitutos da área, que entram e topam qualquer parada a troco de qualquer trocado. Estes, querem acumular o maior dinheiro possível, abrir o próprio negócio e abandonar a carreira de TI.

Estas pessoas produzem mais, com menos qualidade, mas aos olhos de alguns gestores são as pessoas que “dão resultado”. Geram conflitos de ideologia, atrapalham o bom andamento do negócio, estresse desnecessário. Retrabalhos e muitos problemas encontrados. Muitos bugs. São as pessoas que justificam o famoso bordão “o barato sai caro”.

TI não é MSN, não é Orkut, não é Internet, não é jogo. TI é a área responsável por ajudar pessoas, e muitas delas dependem integralmente da gente. Cuide do seu sistema como cuidaria do seu filho, ou do seu cachorro.