Quase 40% das empresas querem aumentar o salário variável dos profissionais

O estudo do Hay Group aponta que para 61% das companhias essa é uma forma de alinhar o trabalho dos profissionais à performance das organizações

Redação CIO Brasil

Publicada em 27 de julho de 2010 às 08h00

Um levantamento realizado com 1,3 mil empresas em 80 países aponta que 39% delas têm planos de aumentar a porcentagem do salário variável dentro da remuneração total dos funcionários. O principal objetivo desse movimento, aponta o estudo realizado pela consultoria em recrutamento Hay Group, é estimular os profissionais a serem mais produtivos e, como consequência, contribuir para um crescimento dos resultados totais das organizações.

Para 61% das companhias consultadas, o grande responsável por esse enfoque no salário variável é um melhor alinhamento entre o trabalho dos profissionais e a performance da corporação. Na sequência, com quase 40% das respostas, aparece a necessidade de melhorar os resultados dos departamentos ou das equipes.

Um dos desafios para as organizações em mudar as políticas de remuneração será garantir o entendimento dos funcionários. Isso porque, só 58% das companhias que responderam ao levantamento do Hay Group afirmaram que as regras de pagamento variável são entendidas por todos os funcionários e, pior, uma parcela de 76% acredita que os modelos não são comunicados de forma eficiente pelos gestores.

Quanto aos indicadores utilizados para calcular o salário variável, 51% dos entrevistados informaram que, depois da crise, passaram a dar mais ênfase em métricas financeiras – como receita, lucro e vendas – para definir os valores.

Comentário do Blog:

No Brasil é lei e está bem difundida a cultura de “equiparação salarial”, ao passo que todos os que se desempenham bem em uma função tendem a virar “chefe” ou líder. Não concordo com isso porque nem sempre o bom profissional tem skills de líder, o que faz com que um profissional competente permaneça com o mesmo salário por equiparação, ou seja, define-se um valor justo para todos e todos ganham a mesma coisa, pela média. Isso impede que o bom profissional “corra atrás do seu”.

E você, concorda com o salário variável? Por quê?

Utopia x Realidade, em TI

Eu sou profissional de TI, desde 2003. Para isso, estudei colégio técnico e fiz uma universidade para poucos.

Mensalidade, R$ 800, numa faculdade não tão bem conceituada assim. Porém, de 200 alunos que entraram, apenas 10 saíram ilesos, sem nenhuma dependência. Diploma ali, na mão, logo após a universidade. Poucos, muito poucos. Até os muito bons deram algumas derrapadas no decorrer do curso.

Eu me safei. Saí entre os dez, voltando à universidade apenas para buscar o meu diploma. Não foi nada fácil, abri mão de alguns anos da minha vida social para poder sair, dessa maneira, da universidade. Às vezes me arrependo, mas me orgulho.
Boa aluna, participei de pesquisas e fiz um bom trabalho de conclusão de curso. Trabalho este que julgo digno de uma pessoa apaixonada pelo que faz.

Alunos de TI, nerds de nascença, zoados por esporte. Dos outros. Achei que um dia seria recompensada por isso.

Na vida profissional, batalhei muito, mas não acho que tive tanto sucesso. Não o sucesso que achei que conquistaria depois de tanto trabalho árduo. Quatro anos de Colégio, mais quatro de faculdade, muita dedicação.

Hoje percebo que todo mundo quer ser nerd, tá na moda ser geek. A recompensa dos geeks é boa, dizem. Vejo muita gente querendo trabalhar com TI.

Como a maioria das pessoas entra na área por indicação, quem não tem indicação de ninguém (nunca colou de nenhum nerd) força a barra, oferecendo o mesmo serviço pela metade do preço, às vezes até menos que isso. E vemos nossos salários caírem.

Nós que trabalhamos por paixão, nos dedicamos por amor à criação de soluções, temos que enfrentar o mercado junto com os mercenários, facilmente identificados por serem aqueles que pronunciam “Pagando bem, que mal tem”. Os prostitutos da área, que entram e topam qualquer parada a troco de qualquer trocado. Estes, querem acumular o maior dinheiro possível, abrir o próprio negócio e abandonar a carreira de TI.

Estas pessoas produzem mais, com menos qualidade, mas aos olhos de alguns gestores são as pessoas que “dão resultado”. Geram conflitos de ideologia, atrapalham o bom andamento do negócio, estresse desnecessário. Retrabalhos e muitos problemas encontrados. Muitos bugs. São as pessoas que justificam o famoso bordão “o barato sai caro”.

TI não é MSN, não é Orkut, não é Internet, não é jogo. TI é a área responsável por ajudar pessoas, e muitas delas dependem integralmente da gente. Cuide do seu sistema como cuidaria do seu filho, ou do seu cachorro.