Métricas: Quais delas você usa para verificar a saúde do seu produto?

Quando estamos fazendo gestão de produtos, esta pergunta é bem comum: Como eu verifico e checo a saúde do meu produto utilizando métricas?

Quais métricas devo considerar? Todas as métricas possíveis? Algumas? Como ser mais assertivo em relação  a elas?

Primeiramente…

Uma métrica (ou várias delas) tem como objetivo medir a saúde de um problema que você está resolvendo. Leia-se problema como uma “dor do negócio” ou “oportunidade de negócio”. Leia aqui sobre problemas e oportunidades.

Uma vez definida a hipótese sobre o problema que você está resolvendo, chega a hora de definir as métricas. Na minha visão, existem métricas de nível operacional e de nível mais macro, que atingem necessariamente os resultados da empresa.

Eficiência ou Eficácia?

Como donos de produto, temos como dever perseguir as métricas de eficácia, mas nunca nos esquecer que as métricas de eficiência colaboram para a melhoria das métricas de eficácia e a nossa aproximação dos resultados de forma cada vez mais ágil. Não sabe do que tô falando? Se liga:

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Fonte: K21

Pois bem, as métricas de negócio são responsáveis por medir a Eficácia, e as métricas organizacionais são responsáveis por medir a Eficiência. Combinado?

Entendi. Mas como é que vamos medir a Eficácia? Como é que eu sei que estou sendo eficaz com meu produto?

ROI

Você sabe o quanto está investindo no seu time? Por quantas pessoas ele é composto? Quanto custa este time?

Seu produto faz vendas diretas? É vendido? Monetizado? Qual o total de vendas que seu produto faz ou fará?

Seu produto facilita uma venda? O Quanto ele facilita essa venda? Quantas vendas seu produto ajuda a fazer?

Estes são exemplos de retornos de investimento direto que um produto pode gerar.

Como calcular um ROI?

ROI = [(Retorno – Investimento)/Investimento]*100

 

Cost of Delay

Cost of Delay é uma métrica que ajuda a tangibilizar o risco de não fazer determinada feature ou produto. Basicamente, o Cost of Delay mostra, caso um produto não possua ROI direto, formas de medir o impacto que um problema não resolvido pode ter. O Cost of Delay também pode ser usado juntamente com o ROI.

Dessa forma, Cost of Delay pode tangibilizar casos de:

  • Aumento de Receita
  • Proteção de Receita
  • Prevenção de Custo
  • Redução de custos

Como calcular o Cost of Delay?

Verifique qual o problema atual, exemplo: Quantos clientes eu posso suportar com a aplicação atual? Quantos clientes eu posso suportar com a aplicação nova?  Quanto de faturamento traz cada cliente? Quanto de faturamento eu terei com mais clientes?

A Diferença encontrada será o Cost of Delay.

O universo de métricas é extenso e estou mergulhando nele agora 🙂 Para que o post não fique também muito grande, pretendo criar alguns vários dedicados a esta disciplina.

Deixe aqui sua dúvida, comentário, vamos trocar! Eu te ajudo com o que aprendi e você me ajuda a pesquisar e entender coisas novas. Combinado?

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Problemas e Oportunidades

No dia-a-dia de quem trabalha com produto, é frequente a pergunta: “Mas qual problema você está resolvendo?” e essa simples pergunta pode confundir o transeunte que acaba de chegar no meio.

O problema que você está resolvendo tem muito a ver com a hipótese que você está trabalhando.

MAS PRI DO CÉU SÓ COMPLICA! ISSO QUE EU TÔ TRABALHANDO NÃO É HIPÓTESE, É UMA DEMANDA REAL!!!!!111

Disse o PO transeunte…

Sobre hipóteses:

Toda iniciativa começa com uma hipótese. E a premissa de toda iniciativa é:

Este produto pode/deve ser construído? Qual o resultado de valor esperado desta iniciativa?

Quantas vezes você já viu um produto no mercado que não fazia muito sentido? Quantas vezes você viu uma demanda sendo atendida para um “total de zero pessoas”?

Uma hipótese abraça o conceito de que toda demanda merece um olhar atento e precisa resolver um problema. Portanto, toda iniciativa carrega em si o fato de que são apenas apostas, suposições de que algo vai dar certo.

MAS DAÍ PRI, ENTÃO A GENTE PODE SAIR TESTANDO?

Nossa missão aqui é reduzir o risco dessa hipótese. Mas como?

Sabendo qual problema estamos resolvendo.

A iniciativa é composta de três conceitos:

Output > Outcome > Impact

Onde output é a saída do seu produto, outcome são as métricas operacionais do seu produto, e impact são os resultados para o negócio.

Por exemplo

Output: Entreguei uma nova área de ofertas

Outcome: Rendeu 10000 visualizações e 1000 cliques no primeiro mês de vida

Impact: Ajudou a monetizar 1000 clientes no primeiro mês, trazendo R$ 5000,00 de incremento de faturamento.

Declarando em palavras esta hipótese, vou deixar aqui a colinha:

Nós acreditamos que será alcançado este

[outcome de negócio]

se [este usuário]

conseguir com sucesso [seu outcome de usuário]

com [esta funcionalidade].


Saberemos que isto é verdade se observarmos este feedback:

1) qualitativo e/ou

2) quantitativo e/ou

3) alteração em algum indicador/KPI.

Então, independente se um problema (dor já existente) ou oportunidade (resolvendo um problema futuro para obter algum resultado), as hipóteses nivelam esse conceito para que possamos acompanhá-las da mesma forma.

Workshop: Scrum na Prática, com Lego

É com muito orgulho que anuncio: Estou lançando meu primeiro workshop, de Scrum na Prática, com Lego!

Mas não se engane, diversos pilotos já foram realizados e posso garantir duas coisas:

  • A vivência de um ambiente ágil e
  • Muita diversão!!!

 

Desta vez, reservei um espaço bem bacana na Via Academy para fazermos nossas brincadeiras! Se interessou? Inscreva-se já no link:

Quero Participar!

Os novos comportamentos do consumidor

Você ainda mede o resultado do seu negócio através de quantas conversões obteve a partir de um funil de vendas? A estratégia do seu produto ou serviço considera fatores como experiência de atendimento do cliente? Não?

Chegou agora no mundo de Vendas e Marketing e não sabe o que é funil?

funil

Um funil de vendas é a representação gráfica do fluxo que o potencial cliente passa durante a sua interação com uma empresa e/ou marca. As etapas clássicas de funil de vendas são:

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  1. Atenção: Chamar atenção para a marca ou produto desejado.
  2. Interesse: Nesse estágio, o consumidor conhece as características do produto/serviço. Mensagens relevantes, misteriosas ou que recompensem o cliente são as melhores maneiras de gerar interesse.
  3. Desejo: Promoções, ocasiões especiais (raras), produtos da moda, benefícios únicos do produto/serviço, marcas fortes e a sensação de “eu tenho que ter” são os mais importantes fatores de criação de desejo.
  4. Ação: O mais importante estágio da AIDA é o ato em si: a compra, a assinatura ou até mesmo recomendação para um amigo. Depende do objetivo. Mas é nesta etapa que se consegue engajamento do consumidor pela primeira vez. (Fonte: Pequenoguru.com.br, Marketing 4.0 – Philip Kotler)

E porque funil?

Continue lendo “Os novos comportamentos do consumidor”

Porque ter colaboradores motivados deveria ser prioridade na sua empresa

Mas pera, Motivação tem a ver com Análise de Negócios? Tem sim senhor! Tudo o que tem a ver com a estratégia da empresa e formas de aumentar o ROI tem a ver com Análise de Negócio e são assuntos que devem ser tratados com prioridade na empresa.

Primeiro, eu queria que você visitasse o link aqui: Motivação pode aumentar produtividade do funcionário em até 50%

Uma empresa com colaboradores motivados tem aumento de produtividade,  reduz  a rotatividade, e tudo isso pode representar redução de custos para a empresa, e claro, associados a outras estratégias no negócio, podem levar a um aumento do ROI.

Mas eu, gestor, sou responsável pela motivação das pessoas? A resposta é: Não. Mas você pode tomar ações que podem incentivar que as pessoas se motivem. Por exemplo, temos o Jogo de Moving Motivators, criado pelo Junger Appelo, da Management 3.0.

O jogo normalmente é aplicado presencialmente, mas montei essa apresentação para que possa ser feito à distância:

Se você quiser imprimir as cartas, elas podem ser encontradas aqui:

Moving Motivators Download

Mais informações sobre Moving Motivators? Você encontra aqui:

Prática- Moving Motivators

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4 dicas para conseguir sua recolocação em Análise de Negócios

Uma das coisas que sempre me perguntam é: Como conseguir recolocação em Análise de Negócios? Onde estão as vagas?

Neste post, vou explicar onde procurar estas vagas e te ajudar a ser bem-sucedido(a) nas suas buscas.glassdoor-logo

No Glassdoor, grandes empresas anunciam suas vagas e também são avaliadas por colaboradores. Lá, é possível também ver algumas avaliações e dicas sobre o processo de entrevistas da empresa.

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Que o WhatsApp é o App favorito do Brasileiro, disso não há dúvidas. Mas você sabia que é possível fazer Networking e saber de vagas pelo WhatsApp? O grupo Análise de Negócios BR, além de vagas contém muitas dicas de Análise de Negócios. Vai lá!

logo-linkedin

O LinkedIn é a rede social de Networking mais conhecida do mundo. Também é possível se conectar com outros Analistas de Negócio e ver vagas por lá!

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Reconheço o LoveMondays como a versão brasileira do Glassdoor. Lá, é possível se candidatar a vagas e também visualizar comentários de colaboradores sobre as empresas.

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Pra galera das antigas, o APInfo ainda é o melhor ponto para encontrar vagas da área de TI em geral. O site é leve e bem básico, mas não se engane: ele segue sendo bem prático pra quem procura vagas.

Tem algum site ou meio de encontrar emprego que eu não coloquei aqui? Quer ajudar a um colega? Deixe nos comentários.

 

O que McDonald’s e Design Thinking têm em comum?

Outro dia assisti ao filme “Fome de Poder”, que conta a história do homem que transformou o McDonald’s na grande potência que é hoje. O filme tá na Netflix e vale muito a pena, além da atuação de Michael Keaton, que adoro.

Mas queria dar destaque a um ponto específico, que acontece no início do filme. Os irmãos McDonald’s criam o Speedee System, que tem como objetivo reinventar todo o sistema de lanchonetes existentes até então. Separei esse trecho do filme que dramatiza bem essa parte:

O processo, a prototipação… Design Thinking na veia! Sucesso merecido.

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Personas: Chegando ao cerne do negócio com um mapa de empatia

TIPS FROMSUCCESSFULPEOPLE.

Em contextos voltados ao sucesso do cliente, uma das abordagens mais populares para mapear requisitos de cliente é o Mapa de Empatia, para mapear as personas.

Mas o que é isso?

Personas são personagens fictícios criados para representar os diferentes tipos de usuário dentro de um alvo demográfico, atitude e/ou comportamento definido que poderia utilizar um site, uma marca ou produto de um modo similar. Personas são uma ferramenta ou método de segmentação de mercado. O termo persona é usado amplamente em aplicações online e tecnológicas, bem como em publicidade, onde outros termos como retratos de pena também podem ser usados. (Wikipédia)

Tá, entendi. Então vamos criar personagens fictícios para representar usuários? Sim!!! E por que se faz isso?

Continue lendo “Personas: Chegando ao cerne do negócio com um mapa de empatia”

Sobre a necessidade de desligar

Já confessei e repito: Sou apaixonada pelo que faço. Nem sempre da forma mais certa, mas apaixonada o suficiente pra me importar – e muito – com os resultados do que faço e o meu impacto profissional em outras pessoas.

E talvez eu seja antiquada nesse ponto, mas: tenho necessidade em desligar. Em desligar da vida online, do LinkedIn, de não atender telefonemas. Em me desligar e ficar totalmente offline.

Geralmente neste período desligada eu leio algo que gosto, livros de ficção, revistas, referências de decoração… Também gosto de trabalhos manuais, criar, cozinhar, comer, beber, meditar ou fazer exercícios. Ou até mesmo refletir sobre a vida e pensar textos como esse. Gosto de estar entre amigos e aprender com eles. Aprender seria minha palavra-chave. Tudo o que faço está ligado ao aprendizado, a me tornar uma pessoa melhor e a devolver isso para as respectivas áreas da minha vida.

O mundo que me cerca tem uma dinâmica diferente: O tempo todo chegam mensagens de WhatsApp (inclusive do grupo de Análise de Negócios que administro), mensagens do Facebook, Slack, LinkedIn, Hangouts, Skype, dentre outras redes ou aplicações. É importante estar conectado. Mas até quanto?

Percebo que frequentemente as pessoas perdem a mão nesse quesito.

Quando foi que nós deixamos de reconhecer pessoas plurais e passamos a exigir dessas pessoas que elas fiquem conectadas o tempo todo? Que respondam e-mails durante as madrugadas? Que atrelamos isso a um padrão ideal de trabalho, a comprometimento?

Quando foi que passamos a negar às pessoas qualidade de vida, assumindo que quanto mais tempo elas passam no trabalho, mais produtivas elas são?

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