Se ninguém te entende… a culpa é sua. Ou nossa.

Minha mãe não entende o que eu faço para viver. Minha namorada também não. A maioria dos meus amigos que não são da área também não. Para todos eles eu trabalho com computadores. E ponto.

Antes que vocês achem que eu estou em crise, o problema é pior, porque não é meu, é nosso. Realmente este texto é sobre uma crise, a crise de identidade da nossa área, a área de desenvolvimento de software. Essa crise nos ataca de fora para dentro. Isso porque nós, desenvolvedores, não temos nenhuma dúvida de quem somos, do que fazemos, para que fazemos, porque isso é importante, útil e por aí vai.

charge-problema.jpg

O problema é que a grande maioria de nossos clientes não entende nenhum desses aspectos. Eles sabem que "mexemos" no computador, essa caixa misteriosa que faz coisas, resolve problemas e às vezes quebra.

Sem o mínimo de conhecimento da nossa área pelos clientes, negociar se torna uma tarefa tremendamente difícil. Terminamos sendo obrigados a utilizar metáforas de áreas mais próximas ao cliente para que o ele possa entender nossos jargões e processos.

O problema é que, como toda tradução por similaridade, o resultado é cheio de imperfeições. E o ruído dessa tradução ruim é um dos motivos de muitos projetos se tornarem muito mais complicados do que deviam.

Esse é um dos motivos pelos quais terminamos presos a práticas da engenharia civil (muita gente deve ter sentido um arrepio ao ler isso).

Por exemplo, quando falamos em "construir" um software, já começamos a nos enredar por metáforas que inicialmente parecem claras, mas não são. Afinal, se algo vai ser "construído", é como uma "obra". "Obra" tem prazo. Se eu construo uma casa em dois meses com dez operários, com vinte eu faço na metade do tempo. Então, com vinte desenvolvedores…

Pronto, confusão feita. Como tirar a metáfora da cabeça do cliente agora? Como conseguir introduzir conceitos como escopo negociável, entregas parciais, e todas estas outras práticas que são inerentemente da nossa área?

Acho que a solução vai parecer utópica, mas é bem verdadeira. Precisamos dar visibilidade ao que fazemos, ao processo de como um software é desenvolvido. Daí o cliente teria base para entender as metáforas, pois as entenderia adaptadas ao nosso contexto.

"Marcelo, você está ficando doido. Você quer ensinar o cliente a programar?" Isso seria ótimo, mas não é isso.

Os "não engenheiros" entendem a complexidade de construir uma ponte, mesmo sem nunca ter construído uma. Os "não médicos" entendem de como uma operação pode ser complicada, e como tem consequências.

Isso ocorre porque essas áreas, de uma maneira ou outra, conseguiram expor para o mundo dos "não da área" seu funcionamento, alguns dos seus processos, os desafios do seu dia a dia e por aí vai.

O funcionamento da engenharia civil é exposto pela sua presença maciça ao redor de todos nós. Todo mundo já construiu ou conhece alguém que construiu algo. A medicina perdeu boa parte de seus "mistérios" com os seriados médicos. Depois de Plantão Médico, Grey’s Anatomy e House, todo mundo arrisca seus diagnósticos.

Precisamos também tirar essa aura de mistérios do nosso trabalho e aproximá-lo das pessoas. O ensino de programação básica nas escolas (tão comum fora do Brasil) seria uma excelente opção. A criação de textos, blogs e livros que fizessem uma ponte com os leigos também seria algo excelente. E o principal, se cada um de nós gastasse um pouco de tempo explicando a alguém próximo (pai, mãe, namorada, amigo) o básico, os meandros do desenvolvimento, acho que com o tempo novas possibilidades de comunicação surgiriam.

Porque é muito mais fácil negociar com alguém que tem um mínimo de noção do que você está falando. Quando o engenheiro fala que não pode mudar aquela pilastra de lugar, as pessoas entendem. Quando o médico fala que a operação no menisco vai ter um pós-operatório de dois meses, ninguém questiona.

Seria bom se pudéssemos simplesmente falar com o cliente, e não convencê-lo de que são necessárias três semanas para alterar aquela funcionalidade, não é? Bom, só depende da gente. A caminhada é longa, então é melhor começarmos logo. Ou então continuaremos chorando, falando que ninguém nos entende

***

Fonte da figura: www.cartoonstock.com/directory/c/computer_programer.asp

mf.gif via iMasters por Marcelo Costa

A realidade e os perigos do Bullying Corporativo

A realidade e os perigos do Bullying Corporativo O assunto que trago para vocês não é muito agradável, mas de extrema importância para a tão necessária e valorizada qualidade de vida. Diariamente, muitos trabalhadores passam por imensos constrangimentos dentro de seu universo de trabalho e nem sempre se dão conta sobre a gravidade desses fatos. Um risinho hoje, uma exclusão amanhã, aquele apelido desconfortável… Atitudes assim podem ser indícios do chamado Bullying Corporativo.

Esse tema, amplamente discutido na mídia nos últimos meses por conta dos absurdos ocorridos nas escolas, também está presente no universo corporativo, causando sérios prejuízos para suas vítimas. Bullying é uma palavra de origem inglesa que se refere a agressões verbais, psicológicas ou mesmo físicas “disfarçadas” de brincadeiras. Ocorre quando um grupo ou um indivíduo supostamente mais forte exerce poder sobre um indivíduo mais fraco.

São vários os indícios de Bullying Corporativo:

  • Chantagem;
  • Comentários maldosos sobre a aparência, orientação sexual, local onde mora e roupas usadas;
  • Pressão durante a execução de atividades;
  • Depreciação da qualidade do serviço realizado;
  • Insinuações de incompetência;
  • Uso abusivo de poder hierárquico.

Essas agressões podem ser identificadas entre colegas de trabalho e mesmo entre gestores e seus colaboradores. Algumas razões que levam os agressores a praticarem essa violência são a sua baixa autoestima e a necessidade de demonstrar poder perante aos amigos. Enfim, trata-se de uma manifestação de poder e força onde um indivíduo acaba escolhendo outro para “servir de modelo” aos demais.

As conseqüências para a vítima são inúmeras, chegando a depressões graves e até mesmo síndrome do pânico. A solução para acabar com esse tipo de violência pode ser a intervenção do setor de Gestão de Pessoas. Mas para que isso ocorra é preciso que a vítima não se cale e relate o problema em busca de ajuda e orientação, mesmo que o Bullying venha de seu superior hierárquico. Difícil decisão, eu sei.

Para a psicóloga Clarice Barbosa, “a melhor forma de acabar com as ações do Bullying é não se intimidar ou ter medo. É preciso que a vítima tenha provas, como gravações, para poder provar dentro da empresa o que está ocorrendo. Quanto mais provas ela tiver, mais ela vai poder expor essa pessoa. Mas se fica fragilizada, a outra pessoa ganha poder, além disso, é possível consultar um advogado para saber como se proteger. É preciso atenção para identificar o problema nas empresas.

Não sou especialista em Bullying, por isso falei brevemente sobre o assunto, mas acredito que disse o necessário para alertar você sobre a sua existência dentro das empresas e a importância de acabar com essas práticas que comprometem a vida e a dignidade de muitos trabalhadores.

Você já passou ou conhece alguém que foi vítima de Bullying Corporativo? O que pensa sobre esse assunto? Compartilhe conosco sua experiência e opinião.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

A diferença entre analista de sistemas e de negócios

Negócios e sistemas para desenvolvimento: o trabalho do analista de sistema deve ser em sintonia com o analista de negócios, que possui maior percepção dos processos internos da empresa.

Por Ricardo Veríssimo

Este texto é sobre a diferença entre analista de sistemas e analista de negócios (sem contar com a função analista programador, da qual não concordo).

Ao participar em uma consultoria para melhoria de processos de controle interno e administração em uma empresa da área médica, presenciei um acontecimento muito sintomático para exemplificar as atuações nos campos de análise de negócios e análise de sistemas.

Segue em resumo a conversa entre três atores da vida real: um coordenador de TI (contratante de um sistema), uma analista de sistemas (contratada do sistema a ser desenvolvido) e uma coordenadora de marketing (na baia de trabalho ao lado).

O coordenador e o analista discutem os requisitos e funcionalidades para uma parte de um sistema e repetem:

– Isso! Assim vai ficar ótimo.

A coordenadora, que escutava a conversa na baia ao lado (e que para o bem da empresa era intrometida), disse:

– Assim não vai funcionar, pois os médicos não vão usar desta forma por este e aquele motivo.

Nesta história a coordenadora agiu como a analista do negócio – pois conhece como os processos acontecem realmente e tem o domínio do negócio. Essa é a diferença entre analista de negócios e analista de sistemas.

Sou da área de TI, mas infelizmente é grande o número de profissionais que acreditam saber tudo e não lançam mão de analistas de negócios dentro da própria empresa para conhecimento e melhoria do que está sendo desenvolvido.

Analista de sistemas deve saber as melhores práticas de desenvolvimento, conhecer técnicas de desenvolvimento e levantamento de requisitos, mas não precisa conhecer de todos os ramos e nichos de mercado. Isso é para o (a) analista de negócio.

Na empresa deste caso existe um sistema cheio de problemas nos processos de negócios, pois foi usada a figura do analista programador. O resultado: os erros do programador estão sendo descobertos pelo cliente, pois a análise do criador na criação parece que não foi imparcial. Será que alguém acredita que existe análise imparcial nestes casos?

Será que existe engenheiro pedreiro? Por outro lado, muitos pedreiros chegaram a ser engenheiros.

Um bom programador pode e deve se tornar um analista e vai ajudar muito os programadores. Mas nada garante também que um bom programador será um bom analista e vice-versa, assim como nada garante que um bom vendedor de loja será um bom gerente.

Minha opinião neste assunto não é, e nem pretende ser, a única e a verdadeira. Não espero que ninguém concorde comigo e todas as críticas são bem-vindas e serão respondidas. Os comentários dos leitores da Webinsider são importantes e ajudam a melhorar e aprender mais com os leitores. Abraços a todos e até o próximo artigo. [Webinsider]

Comentando os doze princípios do manifesto ágil

Em algumas discussões com amigos, recebi algumas referências na internet sobre o Manifesto Ágil. O manifesto ágil é a intenção de melhorar o desenvolvimento e entrega de software ao cliente, fazendo com que a área de TI agregue mais valor, ao invés de ser uma área cara e burocrática. Abaixo, os doze princípios do desenvolvimento ágil de software:

Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente, através da entrega adiantada e contínua de software de valor.

Tem coisa melhor e mais motivadora do que receber elogios do cliente?

Aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento. Processos ágeis se adequam a mudanças, para que o cliente possa tirar vantagens competitivas.

Entregar software funcionando com freqüencia, na escala de semanas até meses, com preferência aos períodos mais curtos.

Com agilidade é possível entregar o software que o cliente verdadeiramente precisa. Uma empresa é feita de pessoas, estas pessoas mudam de opinião a todo momento. Uma empresa não pode parar simplesmente porque “o sistema não permite”.

Pessoas relacionadas à negócios e desenvolvedores devem trabalhar em conjunto e diáriamente, durante todo o curso do projeto.

Com todos os stakeholders* envolvidos, fica mais fácil alinhar as expectativas de negócio com o software que está sendo construído. Vamos levantar essa bandeira?

Construir projetos ao redor de indivíduos motivados. Dando a eles o ambiente e suporte necessário, e confiar que farão seu trabalho.

Pedir relatórios e status de hora em hora não parece uma boa idéia quando você precisa trabalhar concentrado. Se não confia no trabalho, existe um problema: ou com o membro da equipe ou com você, que não consegue deixar as coisas fluirem.

O Método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para, e por dentro de um time de desenvolvimento, é através de uma conversa cara a cara.

Acredito que desenhos em lousas também costumam funcionar bem. Milhares de páginas em documentação?  Acho difícil.

Software funcional é a medida primária de progresso.

Aprovar um software funcionando é bem melhor que aprovar um desenho, não?

Processos ágeis promovem um ambiente sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários, devem ser capazes de manter indefinidamente, passos constantes.
Contínua atenção à excelência técnica e bom design, aumenta a agilidade.

Continuidade é a chave do sucesso.

Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.

Entregando o que é necessário para o negócio naquele momento, poupamos o esforço desnecessário com aquilo que não agrega valor ou que provavelmente entraria “no bolo” num projeto que entrará daqui 1 ano ou mais.

As melhores arquiteturas, requisitor e designs emergem de times auto-organizáveis.

Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.

Preciso explicar esses? Acho que não. São princípios, que se a gente parar pra pensar, fazem todo o sentido. Então, porque não adotá-los simplesmente?

Parece que o mundo todo não acha isso lá muito fácil.

*diz-se stakeholder toda parte interessada em um projeto.

Uma nova realidade em TI

E eis que cai no meu colo, algo que eu achei que nunca fosse existir. Destino? Prefiro acreditar que buscamos as oportunidades.

Oportunidade de aprender e entender como tudo isso funciona, e concluir que toda aquela paixão não está sozinha no mundo.

Por mais que isso seja algo muito além da minha realidade, estou motivada.

O vídeo mostra a comparação das metodologias Agile e Waterfall, comparando as duas. Não espero converter ninguém com isso, nem comparar as duas metodologias.

Mas acredito que a metodologia Agile vai muito mais de encontro aos meus ideais.

Engenharia de Software: Engenharia, mesmo?

Vamos supor que você, sentadinho aí, lendo esse post. Suponha que você precise construir um prédio e contrate uma empresa para isso.

A empresa pergunta a você o que você precisa e você dá uma breve idéia. Eles te trazem muitos documentos para que eles tenham certeza que vão fazer o que você quer. E uma condição: Você só pode ver o prédio depois de pronto  (e depois de pronto, você precisa aprovar a construção). O prazo para construção é de 1 ano. Você topa.

Acontece que, depois de 6 meses, você precisa de uma alteração: Quer que, no último andar, uma das salas do seu prédio possua teto solar. A empresa topa e promete entregar.  Porém, existem impeditivos (e custos) que não foram informados, e você tem uma bela surpresa na entrega: O teto solar não está como você pensava, e sequer atende as suas necessidades – e pior – o prédio não está como você imaginava . Você aprovaria a construção? Voltaria a fazer negócio com essa empresa?

Assim é o desenvolvimento de software hoje, com uma diferença: Não é necessário derrubar o prédio para construí-lo novamente. Basta aplicar as alterações e pronto: o software passa a atender a necessidade. Porém, a maneira como funcionam os projetos de software, na maioria das vezes, são como projetos de construções – só depois que a construção é feita, o cliente pode saber o que está sendo entregue. E acontecem problemas, como o desse vídeo aí em cima.

Estudo mostra relação entre comportamento da Geração Y e o novo líder de TI

Pesquisa mostra que os profissionais introvertidos darão lugar a executivos com alta capacidade de colaboração

CIO/EUA

Como a Geração Y – pessoas nascidas entre os anos 1980 e 2000 – vai contribuir para a transformação no perfil da liderança de TI? Esta pergunta serviu como base para um estudo realizado pela IBM, em 40 países, com mais de 3,6 mil estudantes universitários.

O levantamento mostra que, quando essa geração enxerga que a liderança depende de uma atuação baseada em ambientes colaborativos e em uma abordagem voltada à inovação. Além disso, o estudo aponta que os futuros líderes de TI serão profissionais multitarefa, com visão globalizada e focados em sustentabilidade.

Sete em cada dez pesquisados que estão em programas de graduação relacionadas à TI vêm ainda a criatividade como uma qualidade importante para o CIO. Para o líder da divisão de tecnologia da consultoria Armonk, o levantamento evidencia que o tradicional perfil do “nerd muito inteligente e relativamente introvertido” está ficando de lado no setor. Em contrapartida, deve aumentar o número de líderes preocupados em buscar novas formas de trabalhar, colaborar e compartilhar informações por meio de redes sociais.

Porta ressalta que, embora essas novas habilidades sejam fundamentais para o futuro, elas não substituem conhecimentos necessários atualmente, como a capacidade de gerenciar um data center ou administrar problemas técnicos.

O presidente e CEO da ITAC (associação de tecnologia de informação do Canadá), Bernard Courtois, diz não estar surpreso com os resultados demonstrados pelo estudo da IBM, mas ressalta que o verdadeiro diferencial do líder do futuro será saber usar a atuação nas redes sociais como uma real vantagem para os negócios. “É importante que haja uma reinvenção na maneira como as companhias e os grupos de trabalho atuam para que essa as vantagens prometidas pelas redes sociais sejam reais, como aumento de produtividade e multiplicação do conhecimento”.

Courtois lembra também que as ferramentas de redes sociais de hoje não possuem um foco adequado para o ambiente de negócios, o que representa um desafio para extrair suas vantagens. Mesmo assim, os líderes atuais que não reconhecerem a afinidade dos profissionais de amanhã com essas ferramentas ficarão comprometidos no mercado.

Publicada em 10 de setembro de 2010 às 13h16

Comentário Dezcontrole: Já passou da hora da gente tomar o comando J

Os sete mitos sobre o profissional de TI

A evolução do setor levou à criação de um comportamento padrão, mas que nem sempre deve ser seguido por quem busca o sucesso na carreira

Computerworld/EUA

As peculiaridades do mercado de tecnologia impactaram diretamente nos requisitos para quem atua no setor. Assim, o que se vê hoje é que quem opta pela carreira em TI está sujeito a algumas regras e comportamentos que nem sempre são encontrados em outros departamentos.

A adesão cega a esse comportamento padrão de TI, no entanto, pode ser bastante prejudicial para os profissionais. A seguir, acompanhe sete mitos a respeito da carreira em tecnologia, que precisam ser quebrados pelo bem do setor:

1 – Trabalhar longas horas é sinônimo de sucesso. Trabalho duro representa um pré-requisito para a maioria das posições de TI, mas isso não é medido em horas no escritório. Uma agenda muito ocupada e extensa pode acabar afetando a produtividade, por conta da exaustão do profissional. Além disso, trabalhar até muito tarde todos os dias pode passar a impressão de que o profissional falha ao gerenciar seu próprio tempo.

Se as horas diárias de trabalho não são suficientes para cumprir com todas as atividades, o profissional precisa conversar com seu supervisor para estudar prioridades de projetos, delegar tarefas ou solicitar mais recursos para a companhia.

2 – Busque a especialização. O departamento de TI sempre precisará de especialistas em certas tecnologias, mas ser bem-sucedido no cenário atual requer a habilidade de expandir o escopo de atuação de acordo com as necessidades da empresa.

Com isso, o profissional não pode desperdiçar oportunidades de atuar em projetos ou em áreas que ajudem a ampliar suas competências. Ao demonstrar o comprometimento com a busca de novas habilidades, o profissional ganha mais chances de crescer na companhia.

3 – Agarre qualquer nova responsabilidade. A atitude do profissional que diz saber fazer de tudo não vai ajudar em nada se ele se responsabilizar por algum trabalho que não pode fazer. Quando alguém se voluntaria para projetos que se estão além das suas habilidades podem criar dores de cabeça para todo o departamento.

Em cada caso, o profissional deve ser perguntar se tem o que é necessário para executar o projeto. Em algumas situações, faz mais sentido ter um papel coadjuvante e aproveitar para ganhar aprendizado.

4 – Sempre busque promoções. É fácil se deslumbrar com um cargo mais pomposo ou um salário mais alto, mas antes de aceitar uma promoção é bom considerar todos os impactos da mudança, incluindo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

É interessante ponderar também se haverá tempo de devotar tempo às tarefas profissionais que dão mais prazer. Aceitar um papel com mais responsabilidade só pelo salário ou pelo prestígio pode minar a satisfação e acelerar a morte da carreira.

5 – Quanto mais certificações, melhor. O mercado é altamente competitivo, razão pela qual alguns profissionais são tentados a buscar cada nova certificação que aparece. Mas essas credenciais só têm valor quando associadas a alguma experiência.

A escolha pelos treinamentos e certificações deve estar de acordo com as atividades de trabalho atuais e aquelas vislumbradas no futuro pelo profissional.

6 – Acima de tudo, impressione o chefe. A reputação do profissional de TI é construída com diversas esferas da organização. Assim, quem atua no setor não deve estar preocupado apenas em agradar o superior, mas deve também manter um bom relacionamento com os profissionais de outras áreas de negócio.

O profissional que ajuda seus pares sempre que possível, sem se desgastar demais, está em vantagem, pois ele tem aliados para os próprios projetos em momento difíceis, de prazos apertados. E o chefe gosta mais de prazos cumpridos do que de reverências.

7 – Seja discreto. O profissional de TI padrão tem medo de ser percebido na organização como fofoqueiro ou de ser desagradável ao tentar a socialização. No entanto, gastar um pouco de tempo todos os dias para manter conexões pessoais com pessoas de toda a companhia é essencial para a saúde da carreira. Relações informais tornam o networking (rede de relacionamento) mais forte e pode abrir novas oportunidades de emprego.

Uma definição resume as dicas: a melhor forma de mostrar à empresa que tem valor é proporcionar resultado. O profissional deve focar nos maiores benefícios que pode trazer ao empregador, sem se preocupar se as pessoas estão enxergando o quão duro você trabalho e o que você alcança. A forma mais interessante de manter a evolução na carreira é deixar um rastro de sucesso consistente.

*Dave Willmer é diretor-executivo da divisão de tecnologia da operação norte-americana da Robert Half