E o RUP?

O que é RUP? A sigla RUP quer dizer “Rational Unified Process”, ou, em português, “Processo Unificado Rational”. Mas isso não significa que o RUP seja realmente um processo, mas sim, um framework de boas práticas. Digo isso porque o RUP apenas sugere algumas boas práticas para o desenvolvimento de software, e não implica que nenhum software será entregue caso as práticas do RUP não sejam seguidas.

Cheguei a ler o RUP 5.0 inteiro, no que compete a papéis do analista, e pude observar que o RUP possui todas as orientações para o desenvolvimento de um software.

O que as pessoas querem saber quando te perguntam: Você sabe RUP?

O RUP, além de ser um framework de boas práticas, possui uma série de templates de artefatos a serem entregues nas diversas fases do desenvolvimento de software. Quando alguém te pergunta se você conhece RUP, está se referindo ao seu conhecimento quanto ao uso destes artefatos em cada fase do projeto.

Mas não são artefatos demais?

Sim, são. Porém, existem alguns artefatos que são “padrão” de uso e exigidos na maioria dos processos de desenvolvimento de software, e outros que são apenas complementos, ficando o usuário do RUP livre para decidir quais artefatos serão necessários.

Como o RUP, que é um “manual”, consegue saber da necessidade diária do meu projeto?

Aí é que está a mágica: ele não sabe. Mas possui uma série de técnicas que são comuns à maior parte dos projetos, e pode ser adaptado conforme a necessidade.

RUP é o Waterfall, ou Processo Sequencial Clássico?

Essa é uma das maiores confusões em relação ao RUP. O rup possui as quatro fases de desenvolvimento do software, a seguir:

  • Iniciação
    • A meta dominante da fase de iniciação é atingir o consenso entre todos os envolvidos sobre os objetivos do ciclo de vida do projeto. A fase de iniciação tem muita importância principalmente para os esforços dos desenvolvimentos novos, nos quais há muitos riscos de negócios e de requisitos que precisam ser tratados para que o projeto possa prosseguir. Para projetos que visam melhorias em um sistema existente, a fase de iniciação é mais rápida, mas ainda se concentra em assegurar que o projeto seja compensatório e que seja possível fazê-lo.
  • Elaboração
    • A meta da fase de elaboração é criar a baseline para a arquitetura do sistema a fim de fornecer uma base estável para o esforço da fase de construção. A arquitetura se desenvolve a partir de um exame dos requisitos mais significativos (aqueles que têm grande impacto na arquitetura do sistema) e de uma avaliação de risco. A estabilidade da arquitetura é avaliada através de um ou mais protótipos de arquitetura.
  • Construção
    • A meta da fase de construção é esclarecer os requisitos restantes e concluir o desenvolvimento do sistema com base na arquitetura da baseline. A fase de construção é de certa forma um processo de manufatura, em que a ênfase está no gerenciamento de recursos e controle de operações para otimizar custos, programações e qualidade. Nesse sentido, a mentalidade do gerenciamento passa por uma transição do desenvolvimento da propriedade intelectual durante a iniciação e elaboração, para o desenvolvimento dos produtos que podem ser implantados durante a construção e transição.
  • Transição
    • O foco da Fase de Transição é assegurar que o software esteja disponível para seus usuários finais. A Fase de Transição pode atravessar várias iterações e inclui testar o produto em preparação para release e ajustes pequenos com base no feedback do usuário. Nesse momento do ciclo de vida, o feedback do usuário deve priorizar o ajuste fino do produto, a configuração, a instalação e os problemas de usabilidade; todos os problemas estruturais mais graves devem ter sido trabalhado muito antes no ciclo de vida do projeto. No fim do ciclo de vida da Fase de Transição, os objetivos devem ter sido atendidos e o projeto deve estar em uma posição para fechamento. Em alguns casos, o fim do ciclo de vida atual pode coincidir com o início de outro ciclo de vida no mesmo produto, conduzindo à nova geração ou versão do produto. Para outros projetos, o fim da Transição pode coincidir com uma liberação total dos artefatos a terceiros que poderão ser responsáveis pela operação, manutenção e melhorias no sistema liberado.

Mas isso não significa que cada fase só executará uma vez, ou que elas tenham dependência para início. O gráfico das baleias mostra exatamente como deve ser o ciclo de vida do projeto:

Como é possível verificar, a modelagem de negócios acontece durante todo o projeto, por exemplo. A parte de requisitos é forte durante as fases de Iniciação e Elaboração, mas continua durante todo o projeto, assim como as demais disciplinas. Isso diferencia o RUP do Waterfall, que possui uma única iteração ao longo do projeto, com interdependências entre fases.

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