Será que você faz parte da Geração Mimimi?

Originalmente Publicado em 9 de setembro de 2016, no Linkedin.

Nas últimas semanas, tem aparecido nas timelines tanto do Facebook quanto do LinkedIn, alguns textos bem interessantes sobre vida profissional. E claro, estes textos viralizaram.

Um texto é o da Ruth Manus, que fala sobre toda uma geração que pede demissão e vai ser feliz fazendo outra coisa. Outro, da Yasmin Gomes, fala sobre a realidade de pessoas da mesma geração que não podem pedir demissão, por serem responsáveis por famílias e terem em seu trabalho a principal fonte de renda.

Outro texto fala de Bernardinho e sua mudança no estilo de liderança, atribuindo a ele a fala:

” Quando eu gritava com a geração passad a, eles se sentiam estimulados em me provar que eram capazes. Esse time não, se eu passar a tensão pra eles, eles absorvem, ficam nervosos e não respondem bem.”

Mais um episódio ocorrido em meados de agosto de 2016, fala de uma planilha com depoimentos anônimos de publicitários e jornalistas sobre como é o ambiente de trabalho em uma agência ou redação jornalística. A repercussão negativa da planilha foi inevitável. Haviam diversas denúncias de violações a leis trabalhistas por lá.  O texto teve como resposta a postagem no site Meio&Mensagem dizendo:

Você já motivou seu chefe hoje? É preocupante ver uma geração quase inteira desmotivada, reclamando de tudo, sem parar para pensar que motivação é uma via de duas mãos.

Descritos os fatos, chamo a atenção para algo que todos eles têm em comum: Pessoas insatisfeitas com seus trabalhos, ambientes de trabalho ou carreiras. Frequentemente vejo pessoas abandonando carreiras ou ambições por “isso não é pra mim”, “quero ir embora deste país”, “é só porque eu preciso…”, etc.

Pessoas que se identificaram com o texto da Ruth Manus também se identificam com essa ideia central, a de que é preciso equilíbrio na vida social e profissional. As pessoas descritas pelo texto da Yasmin Gomes também querem equilíbrio, mas não tem nem como requerê-lo, pois estão em situação desprivilegiada.

É fato e já foi publicado em mais de um veículo de comunicação que os melhores colaboradores não deixam suas empresas, deixam maus gestores. As reclamações são muitas: Falta feedback, excesso de trabalho, gritos e assédio moral fazem parte da lista.

Entretanto, na postagem sobre o Bernardinho várias pessoas afirmavam que Bernardinho “perdeu a mão” e que a nova geração é a “geração do mimimi”. Gabriela Hunnicutt, CEO da Bold, afirma em seu texto na Meio&Mensagem que a geração reclama de tudo, que os “chefes” também precisam ser motivados.

O termo “Geração mimimi” remete a reclamações desnecessárias, corpo mole. O próprio termo “mimimi” quer dizer “não quero te ouvir”, ou “o que você diz não é importante para mim”.

Mas será que estamos sendo justos? Será que as reclamações realmente não tem procedência? Será que não falta empatia por parte de quem ouve a reclamação? Veja, se há alguém reclamando, não seria esta uma excelente oportunidade de melhoria?

Vejo que ao invés de tentarmos melhorar nossas relações de trabalho, estamos simplesmente “pedindo demissão” e “aceitando as coisas do jeito que são”. Acredito que este seja o momento certo de tentarmos transformar nossas relações de trabalho.

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