Engenharia de Software: Engenharia, mesmo?

Vamos supor que você, sentadinho aí, lendo esse post. Suponha que você precise construir um prédio e contrate uma empresa para isso.

A empresa pergunta a você o que você precisa e você dá uma breve idéia. Eles te trazem muitos documentos para que eles tenham certeza que vão fazer o que você quer. E uma condição: Você só pode ver o prédio depois de pronto  (e depois de pronto, você precisa aprovar a construção). O prazo para construção é de 1 ano. Você topa.

Acontece que, depois de 6 meses, você precisa de uma alteração: Quer que, no último andar, uma das salas do seu prédio possua teto solar. A empresa topa e promete entregar.  Porém, existem impeditivos (e custos) que não foram informados, e você tem uma bela surpresa na entrega: O teto solar não está como você pensava, e sequer atende as suas necessidades – e pior – o prédio não está como você imaginava . Você aprovaria a construção? Voltaria a fazer negócio com essa empresa?

Assim é o desenvolvimento de software hoje, com uma diferença: Não é necessário derrubar o prédio para construí-lo novamente. Basta aplicar as alterações e pronto: o software passa a atender a necessidade. Porém, a maneira como funcionam os projetos de software, na maioria das vezes, são como projetos de construções – só depois que a construção é feita, o cliente pode saber o que está sendo entregue. E acontecem problemas, como o desse vídeo aí em cima.

Estudo mostra relação entre comportamento da Geração Y e o novo líder de TI

Pesquisa mostra que os profissionais introvertidos darão lugar a executivos com alta capacidade de colaboração

CIO/EUA

Como a Geração Y – pessoas nascidas entre os anos 1980 e 2000 – vai contribuir para a transformação no perfil da liderança de TI? Esta pergunta serviu como base para um estudo realizado pela IBM, em 40 países, com mais de 3,6 mil estudantes universitários.

O levantamento mostra que, quando essa geração enxerga que a liderança depende de uma atuação baseada em ambientes colaborativos e em uma abordagem voltada à inovação. Além disso, o estudo aponta que os futuros líderes de TI serão profissionais multitarefa, com visão globalizada e focados em sustentabilidade.

Sete em cada dez pesquisados que estão em programas de graduação relacionadas à TI vêm ainda a criatividade como uma qualidade importante para o CIO. Para o líder da divisão de tecnologia da consultoria Armonk, o levantamento evidencia que o tradicional perfil do “nerd muito inteligente e relativamente introvertido” está ficando de lado no setor. Em contrapartida, deve aumentar o número de líderes preocupados em buscar novas formas de trabalhar, colaborar e compartilhar informações por meio de redes sociais.

Porta ressalta que, embora essas novas habilidades sejam fundamentais para o futuro, elas não substituem conhecimentos necessários atualmente, como a capacidade de gerenciar um data center ou administrar problemas técnicos.

O presidente e CEO da ITAC (associação de tecnologia de informação do Canadá), Bernard Courtois, diz não estar surpreso com os resultados demonstrados pelo estudo da IBM, mas ressalta que o verdadeiro diferencial do líder do futuro será saber usar a atuação nas redes sociais como uma real vantagem para os negócios. “É importante que haja uma reinvenção na maneira como as companhias e os grupos de trabalho atuam para que essa as vantagens prometidas pelas redes sociais sejam reais, como aumento de produtividade e multiplicação do conhecimento”.

Courtois lembra também que as ferramentas de redes sociais de hoje não possuem um foco adequado para o ambiente de negócios, o que representa um desafio para extrair suas vantagens. Mesmo assim, os líderes atuais que não reconhecerem a afinidade dos profissionais de amanhã com essas ferramentas ficarão comprometidos no mercado.

Publicada em 10 de setembro de 2010 às 13h16

Comentário Dezcontrole: Já passou da hora da gente tomar o comando J

Os sete mitos sobre o profissional de TI

A evolução do setor levou à criação de um comportamento padrão, mas que nem sempre deve ser seguido por quem busca o sucesso na carreira

Computerworld/EUA

As peculiaridades do mercado de tecnologia impactaram diretamente nos requisitos para quem atua no setor. Assim, o que se vê hoje é que quem opta pela carreira em TI está sujeito a algumas regras e comportamentos que nem sempre são encontrados em outros departamentos.

A adesão cega a esse comportamento padrão de TI, no entanto, pode ser bastante prejudicial para os profissionais. A seguir, acompanhe sete mitos a respeito da carreira em tecnologia, que precisam ser quebrados pelo bem do setor:

1 – Trabalhar longas horas é sinônimo de sucesso. Trabalho duro representa um pré-requisito para a maioria das posições de TI, mas isso não é medido em horas no escritório. Uma agenda muito ocupada e extensa pode acabar afetando a produtividade, por conta da exaustão do profissional. Além disso, trabalhar até muito tarde todos os dias pode passar a impressão de que o profissional falha ao gerenciar seu próprio tempo.

Se as horas diárias de trabalho não são suficientes para cumprir com todas as atividades, o profissional precisa conversar com seu supervisor para estudar prioridades de projetos, delegar tarefas ou solicitar mais recursos para a companhia.

2 – Busque a especialização. O departamento de TI sempre precisará de especialistas em certas tecnologias, mas ser bem-sucedido no cenário atual requer a habilidade de expandir o escopo de atuação de acordo com as necessidades da empresa.

Com isso, o profissional não pode desperdiçar oportunidades de atuar em projetos ou em áreas que ajudem a ampliar suas competências. Ao demonstrar o comprometimento com a busca de novas habilidades, o profissional ganha mais chances de crescer na companhia.

3 – Agarre qualquer nova responsabilidade. A atitude do profissional que diz saber fazer de tudo não vai ajudar em nada se ele se responsabilizar por algum trabalho que não pode fazer. Quando alguém se voluntaria para projetos que se estão além das suas habilidades podem criar dores de cabeça para todo o departamento.

Em cada caso, o profissional deve ser perguntar se tem o que é necessário para executar o projeto. Em algumas situações, faz mais sentido ter um papel coadjuvante e aproveitar para ganhar aprendizado.

4 – Sempre busque promoções. É fácil se deslumbrar com um cargo mais pomposo ou um salário mais alto, mas antes de aceitar uma promoção é bom considerar todos os impactos da mudança, incluindo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

É interessante ponderar também se haverá tempo de devotar tempo às tarefas profissionais que dão mais prazer. Aceitar um papel com mais responsabilidade só pelo salário ou pelo prestígio pode minar a satisfação e acelerar a morte da carreira.

5 – Quanto mais certificações, melhor. O mercado é altamente competitivo, razão pela qual alguns profissionais são tentados a buscar cada nova certificação que aparece. Mas essas credenciais só têm valor quando associadas a alguma experiência.

A escolha pelos treinamentos e certificações deve estar de acordo com as atividades de trabalho atuais e aquelas vislumbradas no futuro pelo profissional.

6 – Acima de tudo, impressione o chefe. A reputação do profissional de TI é construída com diversas esferas da organização. Assim, quem atua no setor não deve estar preocupado apenas em agradar o superior, mas deve também manter um bom relacionamento com os profissionais de outras áreas de negócio.

O profissional que ajuda seus pares sempre que possível, sem se desgastar demais, está em vantagem, pois ele tem aliados para os próprios projetos em momento difíceis, de prazos apertados. E o chefe gosta mais de prazos cumpridos do que de reverências.

7 – Seja discreto. O profissional de TI padrão tem medo de ser percebido na organização como fofoqueiro ou de ser desagradável ao tentar a socialização. No entanto, gastar um pouco de tempo todos os dias para manter conexões pessoais com pessoas de toda a companhia é essencial para a saúde da carreira. Relações informais tornam o networking (rede de relacionamento) mais forte e pode abrir novas oportunidades de emprego.

Uma definição resume as dicas: a melhor forma de mostrar à empresa que tem valor é proporcionar resultado. O profissional deve focar nos maiores benefícios que pode trazer ao empregador, sem se preocupar se as pessoas estão enxergando o quão duro você trabalho e o que você alcança. A forma mais interessante de manter a evolução na carreira é deixar um rastro de sucesso consistente.

*Dave Willmer é diretor-executivo da divisão de tecnologia da operação norte-americana da Robert Half

Você é viciado em trabalho?

via O Buteco da Net de ONEberto em 27/07/10

workaholic.jpg
Você já comprometeu praticamente todo o seu dia útil para o trabalho e não se imagina longe das tarefas profissionais? Você pode ter se tornado um workaholic.

Para quem não sabe, workaholic é a expressão que ilustra uma pessoa que é viciada em trabalho. Normalmente, são pessoas que têm medo de fracassar e tornam-se viciados na busca pelos resultados.

Confira a seguir, cinco fases que provam que você é viciado por trabalho.

workaholic1.jpg1. Você é o primeiro a chegar na segunda-feira e o último a sair na sexta-feira
Você acha que as tarefas exigem que você chegue cedo no trabalho e vá mais tarde para casa, assim você trabalha horas sem parar. Mesmo nos seus dias de folga, você está colado no celular, checando seus e-mails. Neste ponto, você está virando potencialmente a linha entre o otimismo e a ilusão. Os únicos eventos que te livram do trabalho são casamentos e formaturas.
.
.
.
.
.
workaholic2.jpg2. Você não precisa mais manter contato com amigos e/ou tem uma vida pessoal conturbada
Nesta fase, muita gente já conseguiu atender aos principais marcos da vida, mas agora vive dando desculpas criativas para ausentar-se dos compromissos pessoais. Às vezes você até gostaria de estar lá, mas não consegue fazê-lo, porque há “muito trabalho a ser feito”. Sua crença diz que o trabalho tem primazia sobre seus relacionamentos e o tempo de lazer pode representar o fosso entre os dois. É bom lembrar que suas relações pessoais precisam do mesmo cuidado e atenção que você dedica à sua vida profissional.
.
.
.
.
.
workaholic3.jpg3. Você só participa de eventos para conhecimento profissional, jantares com clientes e conferências
Mesmo que sua vida seja consumida pelo trabalho, isso não significa que você não tenha tempo para conhecer outras pessoas. Em vez disso, você substitui a sua vida social por eventos para conhecimento profissional, levando clientes a jantares e almoços comerciais.
.
.
.
.
.
workaholic4.jpg4. Seus amigos e familiares aprenderam a parar de esperar por você
Você é tão preocupado com sua vida profissional que as ausências e desculpas frequentes acabam tocando os familiares e amigos. Em vez de se decepcionar com sua ausência, seus amigos param de convidá-lo para eventos sociais. Nem mesmo um dia de gripe consegue afastá-lo das tarefas profissionais e faz com que você compareça a um evento familiar.
.
.
.
.
.
workaholic5.jpg5. Seu bebê está chamando a babá de “mamãe”
Se você é mulher e as quatro etapas anteriores se cumpriram, seu bebê a esta altura deve estar chamando a babá de “mamãe”. Você não é a dona da casa, até seu cão só obedece a babá. Neste ponto, você deve reavaliar as suas prioridades e tirar umas férias para ver o que você espera da sua vida.
.
.
.
.
.
Tente reposicionar seus objetivos para trabalhar com mais inteligência. Pode não parecer que você está trabalhando demais, mas depois de vários anos a sua produtividade provavelmente diminuirá.

Adaptação Divine Caroline

Quase 40% das empresas querem aumentar o salário variável dos profissionais

O estudo do Hay Group aponta que para 61% das companhias essa é uma forma de alinhar o trabalho dos profissionais à performance das organizações

Redação CIO Brasil

Publicada em 27 de julho de 2010 às 08h00

Um levantamento realizado com 1,3 mil empresas em 80 países aponta que 39% delas têm planos de aumentar a porcentagem do salário variável dentro da remuneração total dos funcionários. O principal objetivo desse movimento, aponta o estudo realizado pela consultoria em recrutamento Hay Group, é estimular os profissionais a serem mais produtivos e, como consequência, contribuir para um crescimento dos resultados totais das organizações.

Para 61% das companhias consultadas, o grande responsável por esse enfoque no salário variável é um melhor alinhamento entre o trabalho dos profissionais e a performance da corporação. Na sequência, com quase 40% das respostas, aparece a necessidade de melhorar os resultados dos departamentos ou das equipes.

Um dos desafios para as organizações em mudar as políticas de remuneração será garantir o entendimento dos funcionários. Isso porque, só 58% das companhias que responderam ao levantamento do Hay Group afirmaram que as regras de pagamento variável são entendidas por todos os funcionários e, pior, uma parcela de 76% acredita que os modelos não são comunicados de forma eficiente pelos gestores.

Quanto aos indicadores utilizados para calcular o salário variável, 51% dos entrevistados informaram que, depois da crise, passaram a dar mais ênfase em métricas financeiras – como receita, lucro e vendas – para definir os valores.

Comentário do Blog:

No Brasil é lei e está bem difundida a cultura de “equiparação salarial”, ao passo que todos os que se desempenham bem em uma função tendem a virar “chefe” ou líder. Não concordo com isso porque nem sempre o bom profissional tem skills de líder, o que faz com que um profissional competente permaneça com o mesmo salário por equiparação, ou seja, define-se um valor justo para todos e todos ganham a mesma coisa, pela média. Isso impede que o bom profissional “corra atrás do seu”.

E você, concorda com o salário variável? Por quê?

Utopia x Realidade, em TI

Eu sou profissional de TI, desde 2003. Para isso, estudei colégio técnico e fiz uma universidade para poucos.

Mensalidade, R$ 800, numa faculdade não tão bem conceituada assim. Porém, de 200 alunos que entraram, apenas 10 saíram ilesos, sem nenhuma dependência. Diploma ali, na mão, logo após a universidade. Poucos, muito poucos. Até os muito bons deram algumas derrapadas no decorrer do curso.

Eu me safei. Saí entre os dez, voltando à universidade apenas para buscar o meu diploma. Não foi nada fácil, abri mão de alguns anos da minha vida social para poder sair, dessa maneira, da universidade. Às vezes me arrependo, mas me orgulho.
Boa aluna, participei de pesquisas e fiz um bom trabalho de conclusão de curso. Trabalho este que julgo digno de uma pessoa apaixonada pelo que faz.

Alunos de TI, nerds de nascença, zoados por esporte. Dos outros. Achei que um dia seria recompensada por isso.

Na vida profissional, batalhei muito, mas não acho que tive tanto sucesso. Não o sucesso que achei que conquistaria depois de tanto trabalho árduo. Quatro anos de Colégio, mais quatro de faculdade, muita dedicação.

Hoje percebo que todo mundo quer ser nerd, tá na moda ser geek. A recompensa dos geeks é boa, dizem. Vejo muita gente querendo trabalhar com TI.

Como a maioria das pessoas entra na área por indicação, quem não tem indicação de ninguém (nunca colou de nenhum nerd) força a barra, oferecendo o mesmo serviço pela metade do preço, às vezes até menos que isso. E vemos nossos salários caírem.

Nós que trabalhamos por paixão, nos dedicamos por amor à criação de soluções, temos que enfrentar o mercado junto com os mercenários, facilmente identificados por serem aqueles que pronunciam “Pagando bem, que mal tem”. Os prostitutos da área, que entram e topam qualquer parada a troco de qualquer trocado. Estes, querem acumular o maior dinheiro possível, abrir o próprio negócio e abandonar a carreira de TI.

Estas pessoas produzem mais, com menos qualidade, mas aos olhos de alguns gestores são as pessoas que “dão resultado”. Geram conflitos de ideologia, atrapalham o bom andamento do negócio, estresse desnecessário. Retrabalhos e muitos problemas encontrados. Muitos bugs. São as pessoas que justificam o famoso bordão “o barato sai caro”.

TI não é MSN, não é Orkut, não é Internet, não é jogo. TI é a área responsável por ajudar pessoas, e muitas delas dependem integralmente da gente. Cuide do seu sistema como cuidaria do seu filho, ou do seu cachorro.