Buscando Motivação

I’ve been an analyst for a long time now and have finally come to the decision that I don’t want to be just an analyst. I want to be a really good analyst. I’m no longer satisfied with taking the word of someone else as to why things are done a certain way. I not only want to know why, I want to be part of creating a better solution. I want to be respected for my opinion. I want people to know that my opinions are rooted in facts and not just some wild hair that someone got reacting to a situation. I want to be recognized for the things I have done, the countless hours I’ve spent making processes better or providing solutions to problems. Now, what?

Doug Goldberg, daqui.

Faltam pouco mais de 30 páginas para terminar o livro do Cockburn. Em breve vou começar a estudar para o CCBA. Ou CBAP, se conseguir comprovar as horas de análise.

 

 

 

Utopia x Realidade, em TI

Eu sou profissional de TI, desde 2003. Para isso, estudei colégio técnico e fiz uma universidade para poucos.

Mensalidade, R$ 800, numa faculdade não tão bem conceituada assim. Porém, de 200 alunos que entraram, apenas 10 saíram ilesos, sem nenhuma dependência. Diploma ali, na mão, logo após a universidade. Poucos, muito poucos. Até os muito bons deram algumas derrapadas no decorrer do curso.

Eu me safei. Saí entre os dez, voltando à universidade apenas para buscar o meu diploma. Não foi nada fácil, abri mão de alguns anos da minha vida social para poder sair, dessa maneira, da universidade. Às vezes me arrependo, mas me orgulho.
Boa aluna, participei de pesquisas e fiz um bom trabalho de conclusão de curso. Trabalho este que julgo digno de uma pessoa apaixonada pelo que faz.

Alunos de TI, nerds de nascença, zoados por esporte. Dos outros. Achei que um dia seria recompensada por isso.

Na vida profissional, batalhei muito, mas não acho que tive tanto sucesso. Não o sucesso que achei que conquistaria depois de tanto trabalho árduo. Quatro anos de Colégio, mais quatro de faculdade, muita dedicação.

Hoje percebo que todo mundo quer ser nerd, tá na moda ser geek. A recompensa dos geeks é boa, dizem. Vejo muita gente querendo trabalhar com TI.

Como a maioria das pessoas entra na área por indicação, quem não tem indicação de ninguém (nunca colou de nenhum nerd) força a barra, oferecendo o mesmo serviço pela metade do preço, às vezes até menos que isso. E vemos nossos salários caírem.

Nós que trabalhamos por paixão, nos dedicamos por amor à criação de soluções, temos que enfrentar o mercado junto com os mercenários, facilmente identificados por serem aqueles que pronunciam “Pagando bem, que mal tem”. Os prostitutos da área, que entram e topam qualquer parada a troco de qualquer trocado. Estes, querem acumular o maior dinheiro possível, abrir o próprio negócio e abandonar a carreira de TI.

Estas pessoas produzem mais, com menos qualidade, mas aos olhos de alguns gestores são as pessoas que “dão resultado”. Geram conflitos de ideologia, atrapalham o bom andamento do negócio, estresse desnecessário. Retrabalhos e muitos problemas encontrados. Muitos bugs. São as pessoas que justificam o famoso bordão “o barato sai caro”.

TI não é MSN, não é Orkut, não é Internet, não é jogo. TI é a área responsável por ajudar pessoas, e muitas delas dependem integralmente da gente. Cuide do seu sistema como cuidaria do seu filho, ou do seu cachorro.